Como os robôs podem auxiliar um escritório de advocacia na internet?

Não é segredo pra ninguém que, a cada dia que se passa, mais complicada é a vida de um advogado sem um plano de negócios bem definido. A mão de obra está incrivelmente mais barata e o espaço para ser bem sucedido na advocacia está cada vez mais seletivo. Ultrapassarmos o primeiro milhão de advogados formados no Brasil e robôs estão substituindo algumas funções de advogados em grandes escritórios. Ou seja, o cenário é bem desolador para aquele profissional que aposta apenas no tradicional troca de cartões e não tem estratégia para seu escritório de advocacia na internet.

E quanto aos escritórios de advocacia? A lição que fica é que não há sobrevivência sem escala! Aquele advogado, sócio de um escritório que não conseguir escalar sua autoridade e capacidade de atendimento, será, em breve, apenas um sênior contratado por outras marcas que entenderam o quanto a tecnologia e o Marketing Jurídico podem ser um investimento lucrativo a médio e longo prazo.

Enquanto os profissionais destilam seu rancor pela presença de robôs roubando trabalhos extremamente operacionais, a tecnologia continuam a roubar emprego e gerar muito dinheiro para quem estuda ou busca apoio nessas áreas. O seu destino nunca dependeu tanto de outras áreas.

Robôs são amigos ou inimigos?

As tecnologias chamadas “machine learning” (aprendizagem de máquina) já são reais e estão, aos poucos, ocupando empregos de profissionais acomodados, pendurados 8 horas por dia sob um trabalho repetitivo e totalmente substituível. Profissionais que negam a mudança que bate a porta e que insistem em não mudar sua forma de trabalho são os alvos dos robôs.

No entanto, escritórios modernos, preocupados com as despesas crescentes e buscando aumentar sua eficiência em todos os aspectos, vêem nos robôs uma das etapas da grande virada que aponta no horizonte. Diminuir a margem de erro em trabalho repetitivo e aumentar a capacidade de atendimento são dois bons argumentos do mercado ao defender, com razão, a inevitável “invasão” dos robôs.

O ROSS, primeiro “robô-advogado” já operando nos EUA, pode processar, em apenas um segundo, 500 gigabyteso equivalente a um milhão de livros. É impossível um ser humano chegar nesse nível. E a capacidade dessas máquinas só vai aumentar.

Mas será que existe o outro lado? Como que esses bots podem nos ajudar no nosso dia-a-dia? Se não podemos lutar, junte-se a eles.

Os robôs que já são realidade

Sei que você é um(a) profissional ocupado(a), mas confessa aqui pra gente: quantas vezes você entrou no whatsapp hoje? Usuários em geral adoram interações – o brasileiro então, nem se fala, haja visto que a maior empresa do mundo digital, a rede social do Mark Zuckemberg, é totalmente focada na interação entre usuários. Não à toa que grupos, fórums, chats e comunidades sempre foram responsáveis pelo maior tempo de engajamento do internauta.

Senta aí que eu preciso te confessar algo: o termo “interações entre usuários” já está obsoleto. Explico: desde abril do ano passado o Facebook conta com robôs na sua plataforma de chat. Sim, você pode ter interagido com um robô quando estava perguntando alguma coisa em uma fanpage que segue. Em julho de 2016, já haviam 11 mil robôs batendo papo por aí com as pessoas.

Parece futurístico demais? Será?  O Assistant, do Google – bem como Siri, Alexa e Cortana – são bons exemplos de chatbots que automatizam tarefas para os usuários. E você provavelmente já os usa. Se não usa, vai usar: 77% das pessoas já identificaram robôs em suas interações com as empresas, segundo essa pesquisa aqui.

É claro que isso não é um hábito internalizado (como a internet no celular também não era), até porque os robôs ainda precisam melhorar muito, mas não podia deixar de te dizer que ainda dá tempo de fazer bom uso deles no seu escritório.

Como usar o robô para ajudar meu escritório de advocacia?

Desde que a publicidade foi inventada, sabemos que as marcas precisam estar onde estão seus consumidores. Então, antes de usar um robô, você precisa saber quem são seus clientes e o que eles frequentam (que sites gostam de visitar, que serviços virtuais usam e qual seus assuntos preferidos). Sabendo disso,  você provavelmente não quer alocar um funcionário para interagir com seus possíveis consumidores, certo? Tampouco estagiários, afinal é sua marca que está conversando e um estagiário pode botar todo um trabalho de marketing do seu escritório de advocacia na internet pelo ralo.

A solução então passa por automatizar esse atendimento. Várias empresas totalmente mercantilistas utilizam robôs antes do facebook: passagem aéreas, tv a cabo, telefonia. Você liga e lá atrás tem uma central de atendimento automatizada com várias opções. E na advocacia?

Na advocacia você pode associar algumas palavras chaves que o usuário mencionar com um artigo de blog que você tenha escrito. Vou te dar um exemplo de um suposto escritório que atende Direito Médico:

  • Robô: Olá, tudo bem? O escritório de advocacia Ribeiro Lopes está a sua disposição. No que podemos te ajudar?
  • Usuário: eu fui demitido e a empresa até agora não me pagou.

Se o robô tiver sido programado para a palavra “demitido”, ele pode responder dessa forma:

  • Robô: sinto muito pela demissão. A empresa em questão é um hospital ou uma clínica?

Outra pergunta muito efetiva seria:

  • Robô: sinto muito pela sua demissão. O trabalhador é uma enfermeiro, médico, dentista ou auxiliar?

Assim que a pessoa responder, é direcionada para um artigo que explica os detalhes sobre seu problema. É claro que você precisa de um planejamento, mas já imaginou quanto tempo isso economizaria de um escritório realmente engajado em uma estratégia ética de captação de clientes pela internet? Só quem está utilizando a internet sabe o quanto isso pode tomar seu tempo, embora seja lucrativo.

Robô também podem ser amigos do código de ética

Imagine a quantidade de pessoas que seu robô pode ajudar num fórum especializado, por exemplo, de pais solteiros discutindo sobre guarda compartilhada? Imagine num grupo de discussão que envolve a 7a e 8a hora de bancários? Você consegue perceber o quanto essa tecnologia pode ser seu maior aliado na correria e na seleção dos melhores clientes?

A ideia de um robô não é exatamente se passar por humano, mas reforçar que sua marca tem a solução correta para o problema dele sem alocar um funcionário seu para isso e também sem ferir o código de ética, afinal um robô não dá consultoria, apenas aponta para artigos prontos que podem ajudar a dúvida ocasional.

Como criar robôs de atendimento no Facebook?

Aqui vale muito a nossa dica número um: quanto mais abrangente for seu escritório de advocacia na internet, mais trabalho ele terá para criar um roteiro de atendimento e mais chances de errar ele terá.

Quer saber tudo sobre robôs? A gente preparou uma série de links muito legais:

Quer experimentar uns robôs prontos?

E que tal entender como funcionam os robôs na vida real?  Eis alguns exemplos bem sucedidos aqui:

Que tal você receber notícias sobre seu vôo, mudar o assento, receber a hora de abertura do check-in tudo pelo Facebook? Veja você mesmo nesse vídeo:

Monte seu robô

E que tal uma documentação completa do próprio Facebook sobre como criar um robô para sua fanpage (em inglês)? Além de divertido, você pode estar na vanguarda do mundo jurídico ao desenhar um robô para sua estratégia de atendimento. Vai desenhar o seu? Mande pra gente! Podemos avaliar e ajudar você a melhorá-lo. É claro que podemos criar um robô para seu escritório. Entre em contato no formulário abaixo.

Se eu fosse você, advogado, começaria a me interessar por tecnologia. Ela não é sua inimiga, é o braço direito do seu escritório e da sua capacidade de deixar clientes e leads bem informados.

Não maldiga a tecnologia, aprenda a conviver com ela. Seu sucesso depende disso!

Sudamar Cerqueira