A Boa Escrita

Escrever bem é tão importante quanto o conhecimento jurídico. Ter convicção e saber expressar de maneira clara o que se quer dizer é fundamental para a vida diária de um advogado, bem como de qualquer operador do Direito.

Um profissional capaz de transcrever correta e adequadamente seus textos para o papel é visto com bons olhos pelos magistrados, geralmente àquele a que se dirige suas petições e demais peças processuais que, quando bem redigidas, facilita o desenvolver do processo e agiliza a entrega da tutela jurisdicional.

Para escrever bem e corretamente, resta irrefutável que a leitura é de demasiada importância e através deste exercício de forma reiterada ao longo dos anos é óbvio o enriquecimento cultural, linguístico e técnico ao advogado sem contar nos ganhos em conhecimento jurídico.

É certo que o profissional não deve apenas ler textos e artigos que digam respeito ao mundo jurídico. Para o Profissional do Direito, conhecer de outras matérias enriquece e transforma seu trabalho. Observa-se que os grandes nomes do Direito não raras as vezes tem apenas essa formação, visto que também estudam áreas da psicologia, filosofia, sociologia, humanística entre outras.

Além da boa leitura se faz importante o treino da técnica da redação jurídica. Esta deve ser simples e objetiva. Atualmente, é bem fácil se encontrar advogados que exageram na estilística e no “linguajar” do seu texto, muitas vezes usando termos pouco conhecidos ou arcaicos. Fazem uso de uma linguagem erudita.

Seja por vaidade ou por mero exibicionismo, nos resta observar que muitas das vezes uma escrita pesada atrapalha o desenvolver da justiça simplesmente porque dificulta, até mesmo para o magistrado a compreensão daquele texto e o que este requer.

O que se sugere é que o Profissional do Direito busque um texto simples, conciso, objetivo e direto. Sem “entrelinhas” e “meias-voltas”, “nem mais – nem menos”, apenas o necessário para que transmita através de suas petições e textos o entendimento daquilo que este almeja, isto é, o interesse dos seu clientes, que de fato, só buscam a justa tutela jurisdicional do Estado.

Yuri Bezerra